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Surdina

Com seu rosto imberbe  Saiu sem deixar rastros  Olhos confusos correm Pode então flutuar na Cápsula de metal a motor? Na luz dia um barulho  Lá se vai na esquina  Corre, empunha, atira Recarga definitiva  Lá se vai a vítima  A quem detém a narrativa? Aquele que lutou em abrigos  Ou aquele que matou na surdina? Quem vai ser lembrado? Aquele que ousou criticar? Ou o grande mentecapto? O Édipo ao contrário  Foi então realizado, mas o homem fica como o oposto  do ordenado diário  Desenhos e lembrança Coletivos e esperança  A quem detém a narrativa? O senhor da liberdade? Ou quem foi deixado  na esquina da saudade?

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