O Cortejo

A luz da noite escura
rasgou janelas
rompeu barreiras

Avistou duas almas
Tímidas e burocráticas
Iniciando mais um cortejo

Um cortejo distinto de todos
os olhares flamejantes de ambos
pombos só por serem, sem alpistes

As mãos roçam
corpos assustados
tateiam as pernas
maçãs em rubra face

Vergonhas perdidas
Entregues ao desejo
Vão finalizar o cortejo

Ao passo da confirmação
Os lábios se encontrarão
E agora, por onde essas mãos levarão?

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